O que é "Upskirting"?
O termo upskirting é usado para descrever o ato de tirar fotos ou gravar vídeos por baixo da saia, vestido ou roupa de alguém, sem que a pessoa perceba ou autorize. Normalmente, essas imagens focam partes íntimas do corpo e são feitas de forma escondida, em locais públicos ou privados.
A palavra vem do inglês: up (para cima) e skirt (saia). Ela passou a ser usada em notícias, debates jurídicos e campanhas de conscientização para nomear esse tipo específico de violação. Hoje, o termo aparece com frequência em reportagens, discussões sobre segurança digital e em leis que tratam de crimes contra a dignidade e a privacidade.
O upskirting é considerado uma prática grave, pois invade a intimidade da vítima e fere seu direito de controlar a própria imagem. Em muitos países, já é reconhecido como crime, mesmo quando ocorre em ambientes aparentemente comuns, como transportes públicos, escadas rolantes, festas ou eventos.
O que é Upskirting
Upskirting é a prática de registrar imagens, por meio de fotos ou filmagens, por baixo de saias, vestidos ou peças semelhantes sem o conhecimento ou consentimento da pessoa. Normalmente envolve o uso de celulares, câmeras discretas ou outros dispositivos posicionados de forma oculta em locais públicos ou privados, como transportes, escadas, filas ou ambientes de lazer. Qualquer pessoa que use esse tipo de vestimenta pode ser afetada, independentemente de idade, gênero ou contexto. É considerado uma invasão de privacidade e da intimidade porque captura partes do corpo e da roupa que a pessoa não escolheu expor, violando sua autonomia, dignidade e expectativa legítima de resguardo sobre o próprio corpo.
Por que o upskirting importa
O upskirting não é uma brincadeira nem um exagero moral; é uma forma concreta de violência que atinge diretamente a integridade das vítimas. Ao registrar imagens íntimas sem autorização, a prática viola a privacidade, expõe o corpo a olhares não consentidos e transforma momentos cotidianos em situações de risco. As vítimas podem desenvolver ansiedade, medo de circular em espaços públicos, vergonha e sensação de culpa, mesmo não tendo feito nada de errado.
Os impactos emocionais incluem perda de confiança em desconhecidos, em ambientes antes considerados seguros e, muitas vezes, em instituições que não levam o problema a sério. Socialmente, a vítima pode se isolar, mudar a forma de se vestir ou evitar transporte público, festas e eventos. Quando as imagens são compartilhadas, o dano se multiplica: a exposição pode afetar relações familiares, profissionais e afetivas, além de gerar comentários ofensivos e humilhação contínua.
O upskirting fere direitos fundamentais de privacidade, dignidade e consentimento. Toda pessoa tem o direito de controlar como, quando e por quem seu corpo é visto e registrado. Fotografar por baixo de saias ou roupas sem permissão transforma o corpo em objeto, reduz a pessoa a um conteúdo consumível e ignora completamente sua vontade. Isso contraria princípios básicos de direitos humanos e de igualdade entre homens e mulheres.
Além disso, o upskirting se insere em um contexto mais amplo de violência de gênero e assédio. Ele reforça a ideia de que corpos femininos e feminizados estão sempre disponíveis para observação, julgamento e consumo, mesmo em espaços públicos. A prática dialoga com outras formas de violência, como o compartilhamento não consensual de imagens íntimas, o assédio em transportes e a cultura que minimiza essas condutas. Enfrentar o upskirting significa afirmar que consentimento é indispensável, que a dignidade não é negociável e que a segurança das vítimas deve estar no centro das políticas e das respostas sociais.
Marylin Monroe de calcinha
Contexto global, tecnologia e prevenção do upskirting
Em diversos países, o upskirting tem sido cada vez mais reconhecido como uma grave violação de privacidade e dignidade. Nações como Reino Unido, Austrália, Canadá e partes da União Europeia já aprovaram leis específicas que criminalizam a prática, enquanto outros países ainda a enquadram em normas mais gerais sobre importunação sexual, pornografia não consensual ou crimes contra a intimidade. Apesar das diferenças jurídicas, cresce o entendimento internacional de que registrar ou compartilhar imagens íntimas sem consentimento é uma forma de violência.
As redes sociais e a tecnologia têm um papel ambíguo nesse cenário. De um lado, a facilidade de gravação e compartilhamento em massa contribui para a rápida disseminação de conteúdos de upskirting, muitas vezes em grupos fechados ou plataformas pouco moderadas. De outro, as mesmas ferramentas tecnológicas permitem denúncias mais ágeis, rastreamento de responsáveis, remoção de conteúdo e campanhas de conscientização que alcançam milhões de pessoas. Plataformas digitais, autoridades e sociedade civil precisam atuar em conjunto para criar mecanismos eficazes de prevenção, denúncia e responsabilização.
A conscientização é fundamental para mudar comportamentos e fortalecer a cultura de respeito à privacidade. Entender que o corpo e a imagem de cada pessoa pertencem somente a ela, e que consentimento é indispensável em qualquer registro ou compartilhamento, ajuda a combater a normalização desse tipo de abuso. Conversar sobre o tema em escolas, famílias, ambientes de trabalho e espaços públicos contribui para que potenciais vítimas saibam identificar situações de risco e buscar apoio, e para que testemunhas se sintam encorajadas a intervir e denunciar.
Conhecer o que é o upskirting, como ele acontece e quais são seus impactos é um passo essencial para prevenir e enfrentar essa violação. Informar-se, respeitar limites, apoiar vítimas e utilizar os canais de denúncia disponíveis são atitudes concretas que ajudam a construir ambientes mais seguros, responsáveis e livres de violência.



